Aquele garotinho

Aquele garotinho

Eu vou contar para vocês uma historia que não me sai da memória e foi meu pai que me contou. É sobre um garotinho que apesar de bem novinho muita coisa lhe ensinou.

Ele me contou que um dia quando estava vindo da roça, sabe assim perto de anoitecer, passando viu alguém sentado na grama e curioso que só parou para ver.
Era um garotinho que estava ali sozinho. Meu pai pesou que era maluquinho o coitadinho, pois estava com as mãos fechadas balançando o corpo para trás e para frente. Meu pai sem saber o que fazer falou meio sorridente.

- Hei garoto! – O quê você ta fazendo ai, ta maluco?
E o garoto quieto continuou balançando o corpo para trás e para frente. Meu pai que era meio impaciente e bruto cutucou o garoto e falou.

- Hei moleque! – tu num ta me escutando, é com você que to falando, para de ficar ai igual doido balançando que já ta me deixando agoniado. Levanta daí e vamos se embora que seus pais já devem de estar preocupados.

O garoto parecia ter ouvido meu pai e parou de balançar, mas em seguida olhou para o céu e com os olhos cheio de água como os de quem vai chorar disse.

- Papai do céu desculpa se falhei com o senhor. Sabe que eu tentei, mas não acertei na hora de orar.
Meu pai se surpreendeu e até ficou meio sem graça, pois havia interrompido a oração do garotinho, mas não entendeu por que segurava em suas mãos um passarinho e perguntou.

- Hei filho! – esse passarinho ta morto.
- Ta sim senhor. Ele tava La em cima da arvore, mas despencou, não sei porque não bateu asas e voou. Eu juro que tentei salvar o passarinho, mas ele caiu tão rapidinho que não consegui, então peguei ele olhei pro céu e pedi pra trazer ele de volta, mas acho que Deus não me escutou, pois o bichinho não ressuscitou, então achei que a porta devia ta fechada, mas lembrei que um dia me pai me contou que Jesus quando era criança ressuscitou um passarinho que estava em suas mãos, balançando o corpo pra trás e pra frente e disse que a gente era capaz, bastava ter fé e acreditar. Eu tentei, mas o senhor viu não consegui, pois não sei orar. Disse o garotinho.

Meu pai ficou emocionado, e meio abobalhado falou para o garotinho.
- Oh! Filho - Não liga não porque nesse mundão ta cheio de passarinho.
- Não! O senhor não entende. Já pensou se o senhor perde um filho e alguém fala, oh! Não liga porque nesse mundão ta cheio de gente, cheio de criança, é só pegar uma e colocar no lugar do seu filho. Jesus ensinou que não é assim. O homem não liga pra vida, é por isso que o mundo vive em guerra, e sem paz vai acabar chegando ao fim. Eu não quero crescer, não quero aprender a maldade que o adulto tem, não liga pra Jesus, só pensa em si e em mais ninguém. Disse o garotinho.

Meu pai ficou pasmo e sem palavras, mas guardou na lembrança tudo que aquele garotinho falou, pois nunca imaginou ouvir tudo isso de uma criança. Ele disse que nunca viu alguém tão iluminado quanto aquele garotinho.
Eu lembro que nesse mesmo dia ele chegou em casa e soltou todos os passarinho de suas gaiolas, me chamou e disse.
- Olha meu filho, saiba dar valor a vida, não importa se é um passarinho ou uma flor. O amor é o caminho para tudo. Sempre respeite os outros, lute para realizar seus sonhos, mas sem passar por cima de ninguém, tenha fé. Saiba que ninguém pode substituir você, vem cá que eu vou te ensinar a orar e pede pra Jesus paz pro mundo.

Fim!

Às vezes ficamos tão preocupados em realizar nossas tarefas, seja em casa ou no trabalho, que esquecemos dar a verdadeira atenção aos nossos filhos. Temos que nos dar mais aos nossos filhos. Ficamos tão preocupados em lhes da um futuro melhor que nos esquecemos de lhes ensinar o verdadeiro valor. Claro que tudo que fazemos, todo o nosso esforço é para dar uma condição de vida melhor para nossos filhos, mas não podemos esquecer-nos de ensinar também o que é ser humano. Precisamos ensinar a nossos filhos a orar mais, pois o pedido de uma criança vale por mil de um adulto, e se ensinarmos nossos filhos a conhecer desde cedo à palavra de Deus estaremos ensinando-lhes a construir um mundo melhor.

Parece que as pessoas sentem vergonha de ensinar as seus filhos as lições divinas, mas não sentem vergonha de ensinar a seus filhos a dançar e cantar musicas pejorativas.

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